Paulo Autran, o 'Senhor dos Palcos', morre aos 85 anos

SÃO PAULO (Reuters) - O ator Paulo Autran, que ficou conhecido como "o Senhor dos Palcos" devido à extensa carreira nos teatros do país, morreu aos 85 anos nesta sexta-feira, em São Paulo, informou o Hospital Sírio-Libanês, onde ele estava internado.
O ator sofria de câncer e enfisema pulmonar, e morreu por volta das 16h, segundo a assessoria do hospital.
Com 60 anos de carreira, Autran estreou em 2006 sua 90a peça, "O Avarento", de Molière, que ficou em cartaz até meados deste ano.
O trabalho veio na sequência de "Adivinhe quem vem para rezar", do jornalista e autor estreante Dib Carneiro Neto, provando o folêgo do ator incansável para emendar uma peça na outra, de escritores consagrados ou novatos.
Autran, fumante inveterado, havia passado recentemente por diversas internações, incluindo uma no começo deste mês e outra em abril, o que não o impediu de seguir atuando em "O Avarento" quando recebeu alta.
Paulo Paquet Autran nasceu no Rio de Janeiro em setembro de 1922, mas foi criado em São Paulo, onde se formou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Chegou a advogar durante sete anos, enquanto fazia teatro amador.
Ao lado da amiga Tônia Carrero estreou sua primeira peça profissional, "Um Deus Dormiu Lá Em Casa", em 1949, no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).
Ganhou notoriedade com a montagem do musical "My Fair Lady" em 1962, que ficou dois anos em cartaz, uma raridade para a época. Outro sucesso do período foi "Liberdade, Liberdade", de Flávio Rangel e Millor Fernandes, em 1965, que rodou cidades por cerca de três anos.
Autran passou por todos os gêneros do teatro, de musicais e comédias a dramas, de autores clássicos a contemporâneos. De Shakespeare, fez "Coriolano", "Rei Lear". De João Cabral de Melo Neto, interpretou "Morte e Vida Severina".
No cinema, destaque para as atuações no filme do Cinema Novo "Terra em Transe" (1967), de Glauber Rocha, e em "O País dos Tenentes" (1987), de João Batista de Andrade.
Recentemente, participou dos longas "A Máquina" (2005) e "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" (2006), filme escolhido para representar o Brasil no Oscar.
Conhecido por evitar trabalhos na TV, fez novelas como "Pai Herói", de Janete Clair, e "Guerra dos Sexos" e "Sassaricando", ambas de Silvio de Abreu.
O trabalho mais recente foi a minissérie "Hilda Furacão", de 1998. Costumava dizer em entrevistas que não gostava de televisão e que só lhe ofereciam papéis de "débeis mentais".
Em 1999, casou-se com a atriz Karin Rodrigues, embora morassem em apartamentos diferentes. Karin estava na peça "O Avarento".
Escrito por Dj Pedrada às 17h47
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MARAVILHAS DO MUNDO ATUAL
Novas 7 Maravilhas do Mundo
Na atualidade, existem grandes cidades, grandes estruturas construídas pelo homem, assim como diversos patrimônios naturais considerados maravilhas do mundo...
Abaixo, lista das Novas 7 Maravilhas do Mundo... No final desta página, segundo uma emissão postal muito interessante, algumas das Maravilhas Naturais da Humanidade...
O concurso, promovido por uma fundação suíça, recebeu votações pela internet e por mensagens telefônicas. Ao total, o concurso recebeu cerca de 100 milhões de votos. A iniciativa não tem apoio unânime e a Unesco, que se dedica ao patrimônio mundial, decidiu não participar do evento...
De origem privada, o projeto pretende completar a lista das sete maravilhas definidas por volta de 200 a.C. As pirâmides de Gizé chegaram a figurar na lista de monumentos participantes do concurso suíço, mas foram retiradas da lista de votação após autoridades egípcias demonstrarem irritação com o fato...
Algumas campanhas tentaram angariar votos para seus representantes. O Cristo Redentor, a Muralha da China e Machu Picchu, por exemplo, tiveram o apoio de tais estratégias de marketing. Para a maravilha brasileira o site www.votecristo.com.br, da campanha Vote Cristo arrecadou votos e ensinava como votar no Cristo.
O certificado de participação do monumento no concurso foi recebido por Dom Eusébio Scheid, arcebispo do Rio de Janeiro, pelas mãos do idealizador do concurso, Bernard Weber, em fevereiro. Em junho, a estátua figurava entre os favoritos, mas em maio e meses anteriores, a votação para o Cristo não atendia o esperado...
A cerimônia do sábado foi apresentada pelo ator britânico Ben Kingsley e a atriz americana Hillary Swank. O ex-astronauta Neil Armstrong, o ex-secretário-geral da ONU (Organização das Nações UNidas) Kofi Annan, a atriz e a cantora Jennifer Lopez e o primeiro-ministro português, José Socrates, presidente em exercício da União Européia (UE), estiveram entre os presentes.
A produção foi retransmitida em mais de 170 países. Os organizadores afirmam que a audiência estimada ficou em 1,6 bilhão de espectadores ao redor do mundo...
As Novas 7 Maravilhas do Mundo foram anunciadas durante a cerimônia da declaração oficial em Lisboa, Portugal, em 07/07/07 (em ordem alfabética por nome de país):
- Brasil — Cristo Redentor (Christ Redeemer), Rio de Janeiro*
- China — Grande Muralha da China (Great Wall of China)
- Índia — Taj Mahal (Taj Mahal)*
- Itália — Coliseu (The Colosseum), Roma
- Jordânia — Petra (Petra)*
- México — Pirâmides de Chichén Itzá (Chichen Itza), Yucatan
- Peru — Machu Picchu (Machu Picchu)*
   
  
Escrito por Dj Pedrada às 17h18
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Sob pressao

Renan anuncia licenciamento da presidência por 45 dias
BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciou o pedido de licenciamento do cargo por 45 dias. Ele gravou o anúncio pela TV Senado, que divulgou o pronunciamento. Renan chegou ao Senado no final da tarde e trancou-se no seu gabinete com aliados e assessores. Durante todo o dia, o presidente do Senado esteve reunido com amigos para analisar a decisão a tomar.
Ainda em meio à expectativa do pedido de afastamento, o senador Edson Lobão (PMDB-MA) confirmou o clima ruim na residência oficial. Lobão, que esteve com Calheiros no começo da tarde desta quinta-feira, disse que o alagoano está "muito abatido, entristecido e tenso".
- Ele está muito abalado, entristecido e tenso. Também não é para ser diferente, debaixo desta tempestade - disse Lobão.
Ainda segundo Lobão, antes dele, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) e o governador de Alagoas, Teotônio Vilella, além de assessores, estiveram na casa de Calheiros.
Calheiros enfrenta quatro representações por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética e vinha sofrendo pressão de grande parte dos senadores para se afastar da presidência. Segundo a denúncia mais recente, publicada pela revista Veja, o assessor especial da presidência do Senado, Francisco Escórcio, teria ido a Goiânia a mando de Calheiros para colocar câmeras em um hangar de aviões na cidade, freqüentemente usado pelos senadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Demóstenes Torres (Democratas-GO), com a finalidade de chantageá-los. Calheiros negou a denúncia.
A presidência do Senado será ocupada pelo atual vice-presidente da Casa, Tião Viana (PT-AC). O senador concentra sua atuação parlamentar em projetos relacionados ao sistema de saúde pública. Tião Viana, 46 anos, é médico e ingressou na carreira política com sua eleição para o Senado em 1999 pelo Estado do Acre. Nas eleições de 2006, com mais de 60% dos votos, o senador foi reeleito para cumprir mandato até 2015, assumindo a 1ª vice-presidência da Casa.
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País perde R$ 10 bilhões anuais com pirataria

A pirataria de produtos no Brasil deixa de gerar 1,5 milhão de empregos e arrecadar R$ 10 bilhões por ano. A informação é do coordenador da assessoria de comunicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Pedro Del Picchia.
O anúncio foi feito durante o lançamento dos Seminário Nacional contra Pirataria e Contrabando: Uma Proposta da Cidadania, que vai acontecer nos próximos dias 27 e 28 de agosto no auditório da CNI, em Brasília.
Segundo o coordenador, calcula-se que a indústria de roupas, CDs, brinquedos e cigarros chegam a perder quase R$ 6 bilhões por ano com o comércio ilegal. No caso do mercado fonográfico, estima-se que há um CD pirata para cada original vendido.
As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.
País perde R$ 10 bilhões por ano com pirataria
Brasília, 1 (Agência Brasil - ABr) - A pirataria de produtos no Brasil deixa de gerar 1,5 milhão de empregos e arrecadar R$ 10 bilhões por ano. A informação é do coordenador da assessoria de comunicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Pedro Del Picchia durante o lançamento do Seminário Nacional contra Pirataria e Contrabando: Uma Proposta da Cidadania que vai acontecer nos próximos dias 27 e 28 de agosto no auditório da CNI em Brasília.
Segundo o coordenador, o objetivo do seminário é procurar soluções e propostas para aprimorar o combate à pirataria, o contrabando e todas as práticas ilícitas que afetam a indústria brasileira. “A pirataria e o contrabando são uma ameaça à indústria e ao comércio do Brasil porque afetam o emprego, as receitas do governo e toda à sociedade que compram um produto sem qualidade e garantia. Vamos ouvir as reivindicações do setor privado e encaminhar as propostas ao governo e ao Poder Judiciário”, disse.
Pedro Del Picchia destacou que o problema atinge vários setores da indústria brasileira como o fonográfico, têxtil, eletro-eletrônicos, fumo, peças para veículos, brinquedos, programas de computador, medicamentos, produtos de limpeza, alimentos e outros.
“Calcula-se que a indústria de roupas, CDs, brinquedos e cigarros chegam a perder quase R$ 6 bilhões por ano com o comércio ilegal. Estima-se que seis milhões de peças de roupas falsas são vendidas por ano nas cidades. No caso do mercado fonográfico, estima-se que há um CD pirata para cada original vendido”, informou.
O coordenador observou que a pirataria é um problema internacional e que nos Estados Unidos, 25% dos softwares vendidos são pirateados e na Europa, cerca de 40% dos discos vendidos são pirateados.
“No Brasil, a Associação Brasileira da Indústria de Softwares calcula que 58% dos produtos que estão no mercado são falsos o que significa um prejuízo anual de R$ 915 milhões. Além disso, nosso país é o segundo maior falsificador de CDs do mundo”, citou.
Ele acrescentou que com os impostos que o país deixa de arrecadar poderíamos tirar da indigência cerca de 25,5 milhões de brasileiros, dobrando a renda diária de 15% da população que vive com até um dólar por dia.
“Com esse dinheiro poderiam ser construídos mais de 200 mil apartamentos de classe média em São Paulo e ser criadas 19,5 milhões de bolsas-escola, proporcionando ensino a todas as crianças entre 04 e 14 anos. Também poderíamos tirar 6 milhões de crianças do trabalho infantil”, frisou.
Participarão do Seminário representantes de associações setoriais da indústria que são vítimas da pirataria e contrabando, representantes do Congresso Nacional que estão tratando de projetos na área, autoridades governamentais especialmente da Receita Federal e dos Ministérios ligados à questão e do Poder judiciário. |
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Escrito por Dj Pedrada às 16h16
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Crise em Aeroportos brasileiros!

Como agente aprende ajudando fazer trabalho de escola do(a) filho(a), aproveito e divido o texto com vocês, pois conhecimento nunca é demais: A queda do boeing da Gol, após o choque com o Legacy, onde morreram 154 pessoas foi a gota d’água para uma crise que dura até hoje. Revoltados com as condições de trabalho e os baixos salários, os controladores de vôo fizeram greve e diminuíram a um patamar seguro o número de vôos, o que começou a partir deste momento a acontecer atrasos constantes que se agravavam em datas comemorativas e feriados prolongados.
O principal problema, e não novo, é em relação de equipamentos ultrapassados e com má conservação, o que compromete um serviço adequado que garanta a qualidade e a segurança das aeronaves e seus passageiros.
Outro problema crítico é que os controladores são poucos para um serviço que cresce a cada ano. Não há reposição de mão de obra qualificada a anos e isso acarreta uma sobrecarga nos controladores que necessitam de descanso apropriado a um trabalho tão delicado e estressante.
Para agravar mais ainda a situação, houve pane nos Cindactas (Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo) o que deixou vários vôos sem decolagem.
O governo brasileiro é também culpado da crise, pois é comum “esperar” chegar ao extremo de uma situação crítica para depois decidir o que e como fazer para resolver o problema. Isso não acontece só na crise dos aeroportos, mas em todas as áreas. Neste caso o governo tardiamente tentou em vão controlar a crise convocando mais controladores, negociou com a categoria, fez pressão em cima dos controladores de vôo, ameaçando-os, e chegou até a sugerir desmilitarizar o setor. Estas atitudes, em sua maioria, só fizeram aumentar a crise irritando mais ainda a categoria.
A solução ideal seria ter resolvido o problema antes dele se tornar crítico, como pediram diversas vezes os controladores de vôo, mas agora talvez a ação conjunta entre a categoria e o governo em tomar de imediato e ao mesmo tempo algumas atitudes: revisão de salários, plano de carreira, aumento de funcionários com treinamento adequado, melhora e aumento dos equipamentos, e talvez até a descentralização dos centro de controles (Cindactas), que hoje são quatro, para evitar a sobrecarga.
E o que a Ministra do Turismo, Marta Suplicy, tem a dizer disso tudo?

Passageiros usam nariz de palhaço em protesto contra atrasos nos vôos, em Brasília Devido ao acúmulo de passageiros que ainda aguardam realocação ou reagendamento, as salas de embarque e saguões dos maiores terminais permanecem lotados. Revoltado, um grupo realizou um apitaço e distribuiu narizes de palhaço nas filas de check-in, na tarde de quarta, no aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília.
Os problemas são conseqüência da pane que cortou a comunicação por rádio entre controladores do Cindacta 1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), em Brasília, e pilotos, na terça-feira (5). A Aeronáutica investiga as causas da falha e afirma que, em seis anos de uso, o equipamento nunca havia apresentado falha semelhante.
Na quarta, o presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi, afirmou esperar que a situação nos aeroportos estivesse normalizada nesta quinta. Ele condenou um suposto "clima de terror". "Os brasileiros não precisam ter medo de voar."
Atrasos
Na manhã desta quinta, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, tinha ao menos 12 pousos com atrasos de meia a três horas. Havia atrasos de uma a duas horas também nas decolagens. Das 16 programadas, 5 sequer tinham previsão para ocorrer. O terminal, conforme determinação da Anac, operou durante a madrugada desta quinta.
No aeroporto internacional de São Paulo em Guarulhos (Grande São Paulo), havia ao menos dez decolagens atrasadas, na manhã desta quinta. Entre elas, os piores casos eram de dois aviões da TAM que deveriam ter saído com destino a Recife (PE) e a Campo Grande (MS) à 1h15 e à 1h30, respectivamente. O segundo só decolaria às 10h.
Entre os pousos, havia mais de 20 atrasados em ao menos meia hora. O pior caso era de outro avião da TAM que chegaria de Maceió (AL) às 4h40, mas ainda não havia pousado, às 9h.
No aeroporto de Brasília, dos 16 pousos que deveriam ter sido realizados até as 9h, ao menos três estavam mais de três horas atrasados. Entre as decolagens, ao menos sete estavam entre uma hora e meia e duas horas atrasadas. Um vôo da TAM que deixaria o terminal com destino ao aeroporto do Galeão, no Rio, foi cancelado.
Defesa do consumidor
A diretora da Anac esteve reunida com representantes de entidades de defesa do consumidor, Procons e do Ministério Público, que cobraram mais atenção aos passageiros durante esta nova crise.Raimundo Pacco/Folha Imagem Passageiros enfrentam filas no aeroporto de Congonhas, como reflexo da pane no Cindacta
Passageiros prejudicados pela espera nos aeroportos devem guardar cupons e notas que comprovem a longa permanência nos terminais, para respaldar futuras ações judiciais. O Procon tem alertado aos passageiros que preencham um documento de sugestões e reclamações que pode ser encontrado nas agências da Anac nos aeroportos ou pela internet.
Ao documento devem ser anexadas todas as notas com despesas --como lanches ou jornais-- que foram feitas por causa da demora no embarque.
Caos
Entre os passageiros que enfrentaram dificuldades para chegar ao destino está a menina Jéssica Adriana Portilho Menezes, 10. Depois de 24 horas de espera no aeroporto de Brasília, ela chegou a Belém (PA) na tarde desta quarta-feira.
Devido à pane no Cindacta 1, o vôo de Jéssica foi cancelado. Ela passou a terça-feira e a madrugada desta quarta no aeroporto à espera do embarque e sem contato com a família. "Senti muito medo, não tinha ninguém lá [da companhia]", afirmou à Folha Online. Os parentes disseram que não foram comunicados do cancelamento do vôo e que ficaram sem informações sobre o paradeiro da menina até as 11h desta quarta.
A Gol afirma que a menina ficou em uma sala VIP e foi assistida por dois funcionários da empresa aérea durante todo o tempo. A empresa afirma, ainda, que Jéssica não foi levada para um hotel por falta de vagas.
Outro passageiro, Paulo de Cássio Pinto, 46, chegou ao aeroporto de Brasília na manhã desta quarta para tentar embarcar com destino a Recife (PE). Usando um nariz de palhaço, ele recusou o conselho de deixar a viagem para quinta (7). "Meu filho faz dez anos hoje, e preciso chegar para a festa."
Crise
Desde o final de outubro, os passageiros têm enfrentado constantes atrasos nos principais aeroportos do país. Inicialmente, os atrasos foram causados pela chamada operação-padrão dos controladores de tráfego aéreo, que, de forma isolada, decidiram aumentar o espaçamento entre as decolagens. O objetivo seria garantir a segurança dos vôos, após o acidente com o Boeing da Gol, que causou a morte dos 154 ocupantes.
O resultado do movimento foi uma seqüência de atrasos e cancelamentos de vôos. O setor entrou em colapso na madrugada do último dia 2 de novembro, feriado de Finados. No dia 14 do mesmo mês, véspera do feriado da Proclamação da República, grandes atrasos voltaram a ser registrados nos principais aeroportos do país. Na ocasião, os problemas seriam resultado da falta de controladores no Cindacta 1, em Brasília.
Entre os últimos dias 19 e 20 de novembro, os passageiros enfrentaram transtornos atribuídos, na ocasião, à chuva e ao efeito bola-de-neve causado pelo rompimento de um cabo de fibra ótica do Cindacta 2 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo) --que coordena o tráfego na região Sul.
Representante diz que crise aérea já causou 15 mil demissões no setor hoteleiro do Nordeste
Alessandra Bastos Repórter da Agência Brasil
Brasília - A crise aérea brasileira está afetando diretamente o setor de hotelaria. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Eraldo Alves Cruz. Segundo ele, a região Nordeste é a maior prejudica com queda de 30% a 40% do movimento e estima-se que o setor já tenha demitido 15 mil funcionários na região.
Eraldo Cruz conta que o movimento nos hoteis começou a diminuir com a venda da Varig, no ano passado, e piorou com os acidentes do Boeing 737 da Gol, em setembro de 2006, e do Aribus A320 da TAM em julho deste ano. Segundo ele, com a saída da Varig, vários aviões com destino ao Nordeste deixaram de existir. “Eram importantes e expressivos para o turismo internacional”, diz.
De acordo com a Varig, em dezembro de 2005, a empresa dispunha de 58 aeronaves. Logo após a venda, passou a operar com 13. Segundo o presidente da ABIH, as regiões Sul e Sudeste foram as menos prejudicadas porque “são regiões interligadas com boa infra-estrutura de estrada, o que refaz o movimento”.
Para Cruz, a proibição dos vôos chartes (usados em pacotes turísticos) no aeroporto de Congonhas também incidiu diretamente no turismo no Nordeste. Ele informou que nesta semana, a ABIH se reuniu com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para pedir a volta dos vôos. "Ele vai analisar a proposta de abrir os finais de semana para os vôos charters. Dia de semana, descartado”, conta.
Segundo Eraldo Cruz , esse tipo de vôo “é o complemento básico da ocupação hoteleira no Nordeste” já que o turismo brasileiro é predominantemente gerado por turistas nacionais. Quase 50 milhões de brasileiros viajam pelo país, enquanto os turistas estrangeiros somam cinco milhões”.
Para o presidente da Associação, a queda do dólar também teve conseqüências diretas sobre o turismo nacional. Ele explica que, além de diminuir o número de estrangeiros que procuravam o país pelas vantagens da moeda, com a queda do dólar o brasileiro está aproveitando para viajar para outros países e também para fazer cruzeiros.
Mas, segundo Cruz, o setor sofre ainda com a falta de dados precisos. “É impossível dizer quanto perdemos”. Ele conta que, no primeiro período do apagão aéreo, o Rio de Janeiro, por exemplo, fez uma estimativa de perdas de R$ 25 milhões.
Nesta semana, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que vai abaixar as taxas aeroportuárias do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, para atrair as companhias aéreas e diminuir o número de pousos em Congonhas, São Paulo. Segundo o ministro, o governo prepara um pacote de medidas para transformar o Galeão no mais importante aeroporto internacional do país.
O secretário de Transporte do Rio de Janeiro, Julio Lopes, afirma que o estado pretende criar outras ações para atrair o turista, como uma diária gratuita em um hotel. Segundo ele, no projeto de reforma do Galeão, consta a instalação física para recepção de passageiros e tripulantes de jatinhos executivos nacionais e estrangeiros. Para Julio Lopes, este é um público que “não se importa com o preço. Paga mais para ter velocidade de serviço, segurança e conforto”.

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Escrito por Dj Pedrada às 16h12
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Mostra no Rio lembra aniversário de morte de 'Che' Guevara

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RIO - Há 40 anos atrás, jornais de todo o mundo reportavam a morte de um dos maiores líderes marxistas da história. Ernesto “Che” Guevara Lynch de la Serna foi encontrado e morto pelo exército boliviano no dia 9 de outubro de 1967. Os boatos que cercaram a execução de Che Guevara levantaram dúvidas sobre a identidade real do guerrilheiro, que se utilizou de documentos falsos, de vários países, para entrar e viver na Bolívia.
A confusão estabelecida em torno do caso culminou no desaparecimento do seu corpo, que só foi encontrado trinta anos depois. Em 1997 seus restos mortais foram encontrados por pesquisadores numa vala comum, junto a outras ossadas, na cidade de Vallegrande a cerca de 50 Km de onde ocorreu a sua execução. Quarenta anos depois de sua morte, manifestações ao redor do mundo comprovam que o seu legado não caiu no ostracismo.
No Brasil, grupos de esquerda de todo o país têm se reunido para promover atos comemorativos à memória de Che. No Rio, foi inaugurada uma mostra para homenagear Guevara na Câmara Municipal dos Vereadores. A exposição, bem pequena, apesar de exibir belas fotos deixa a desejar. Além das fotos, apenas algumas pinturas e um telão exibindo um documentário de Che.
O estudante de Geografia da UFF, Carlos Magno Cerqueira, veio de Niterói ao centro do Rio e disse que ficou decepcionado:
- Che Guevara é um dos meus grandes ídolos. Fiquei decepcionado com a exposição porque ela não reflete o grande líder revolucionário que Che foi. Faltam informações para os visitantes. Quem não o conhece, chega aqui e fica perdido. É uma pena, mas pelo menos a exposição serve para mostrar um pouquinho do grande homem que ele foi.
A imagem de Che é mítica em toda a América Latina. Na localidade onde foi assassinado foi erguida uma estátua em sua homenagem. Ironicamente, passou a ser conhecido na região como San Ernesto de La Higuera e a ser cultuado como santo pela população local. Apesar de sua origem argentina, sua grande aliança com o líder cubano Fidel Castro o rendeu uma grande fama em Cuba, onde atuou em cargos políticos como o de Ministro da Indústria.
Na última terça-feira, quando a morte de Che completou 40 anos, o presidente em exercício de Cuba, Raúl Castro, promoveu em Havana um ato público oficial para homenagear o guerrilheiro. Familiares de Guevara estavam presentes.
Apesar de todo o misticismo que circunda Che e sua imagem, sua aceitação não é unânime. Recentemente uma das revistas de maior circulação no Brasil dedicou sua matéria da capa Guevara, desconstruindo o mito e o acusando de ser um assassino inescrupuloso. Na última quinta-feira, dia 11, 15 pessoas ficaram feridas em um ato de homenagem a Che promovida pela população indígena da capital boliviana.
Como foi retratado no filme do brasileiro Walter Salles "Diários de Motocicleta", Che era médico e atuou em alguns países da América Latina durante sua juventude. O presidente venezuelano Hugo Chávez, grande entusiasta de Che, anunciou durante as homenagens realizadas para o guerrilheiro nesta semana um aumento salarial de 60% para os médicos do setor público do país.
Na França, um dos países com a juventudade mais engajada da Europa, um ato político-cultural na Praça da Sorbonne, no coração do Quartier Latin em Paris, começou na última segunda-feira. Na Bolívia, país em que Che morreu, o presidente Evo Morales, prestou homenagem a Che lançando selo comemorativo aos 40 anos da morte do ex-líder. |
Escrito por Dj Pedrada às 16h08
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